Juíza de Cornella do Llobegrat, Barcelona, é exemplo de respeito às crianças. 

 

 

Barcelona, 09 de novembro de 2001.

Uma Juíza de Cornella do Llobegrat (Barcelona) retirou a guarda de uma menina de 11 anos concedida inicialmente à mãe para conceder “um período de permanência extraordinário da menor com seu pai” porque, depois do fim de semana passado, em que esteve com seu pai, a menina ameaçou suicidar-se se tivesse que voltar com sua mãe.

No domingo passado a menina tinha que voltar à casa de sua mãe, que vive em Girona, mas o pai recorreu ao Juizado da Guarda de Cornella para explicar que sua filha não queria voltar com ela. A mesma Juíza que agora retirou a guarda, a concedeu à mãe em julho, em uma sentença firme, já que o pai nunca pediu a guarda da menina.

A mulher ligou para o pai no domingo e a menina disse-lhe que não queria voltar com ela. A mãe disse que depois conversariam, mas a menina se negou a voltar, segundo explicaram fontes judiciais da Europa Press.

No dia seguinte, segunda-feira, o pai levou sua filha a um instituto em Cornella e pediu que retirassem da escola de Girona, a qual freqüentava. Além disso, a Juíza que havia retirado da mãe a guarda da mãe disse que o pai tinha procurado um centro escolar “nas últimas semanas”.

Na saída do colégio, o pai e a mãe esperavam a menor e, “diante de tal situação”, foi pedida a presença da polícia, que levou a menina ao hospital para que se submetesse a um exame médico.

Caso complexo.

No Hospital Sant Joan de Déu de Barcelona, a menor foi examinada e chegaram a conclusão que havia “um estado de ansiedade intenso”, mesmo “não tendo mostrado intenção suicida durante a entrevista”. “Dada a complexidade do caso, deixamos o caso nas mãos do Juizado” e, “posteriormente, se fosse pedido, voltaríamos a avaliar”, dizia o laudo médico no qual constava que “a menina não requer na atualidade medicação psiquiátrica”.

A Juíza afirma que, contradizendo a resolução judicial que outorgou a guarda à mãe, “não acha oportuno devolver a menor à mãe”. “Procede, de modo excepcional e provisório, alterar a situação, especialmente tendo em conta a exploração praticada e a atitude da menor que se mostra firme, assim como denota um grande sofrimento”,  acrescenta a Juíza.

Além disso, a Juíza junta às explicações que a menor lhe deu, a qual disse que “seu pai pode lhe proporcionar os cuidados adequados tendo em conta que trabalha durante 24 horas um dia de cada cinco, como bombeiro. Tal dia, acrescentou a menor à sua explicação à Juíza, está devidamente atendida por sua avó paterna ou pela companheira de seu pai”.

 

Sexta-feira, 09 de novembro de 2001.

 

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