Entrevista do presidente da Apase Rio Grande, José Nestor Cardoso, ao "Pauta Mega Brasil", em 25/02/2003.

Em uma separação, o importante é não perder os vínculos afetivos. Filhos não devem servir de "arma"...

 

A separação dos pais é sempre um momento de grande turbulência para os filhos. A perda do vínculo afetivo provocado pela ausência do pai, que é mais freqüente, pode acarretar em inúmeras mudanças. Entre elas, o abandono à escola, adesão as droga e a criminalidade, aumento do índice de gravidez e até o suicídio. A afirmação é de José Nestor Cardoso, diretor da APASE - Associação de Pais e Mães Separados do Rio Grande do Sul.

Cardoso garante que a separação atinge casais de todas as classes sociais e o filho é sempre uma arma usada, principalmente pela mãe, contra o pai quando este não paga a pensão. Nesse processo, em que a mãe utiliza todos os mecanismos para colocar a criança contra o pai, pode ocorrer a síndrome de alienação parental. "Não permitir que a criança perca o vínculo com o pai é a saída para a cura da doença", diz.

Segundo o especialista, "a legislação prevê punição para o pai ou mãe responsável pela pressão psicológica sobre o filho, mas raramente isso acontece com a mãe. O pai está mais sujeito a penalidade", ressalta.

Uma alternativa para amenizar o sofrimento dos filhos, de acordo com Cardoso, é a guarda compartilhada, quando não houver risco para a criança. Essa medida, usada nos Estados Unidos e nos Países Baixos, elimina a figura da pensão que é o que provoca conflitos entre os pais. "A adoção da guarda compartilhada é responsável pela queda no índice de divórcios.Uma vez que não há conflitos, os casais repensam a relação, a situação dos filhos e desistem da separação", conclui.



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