Jornal Folha de Garça / Quinta-feira, 11 de setembro de 2003

PARA O BEM DOS FILHOS (Primeira página)

 

Pais separados podem criar extensão da Apase em Garça

 

Visitou ontem a redação da Folha de Garça o representante da Apase (Associação de Pais e Mães Separados) de Marília, Edmilson Braos Almeida A entidade existe há dois meses na cidade e se trata de uma organização não governamental.

Segundo Edmilson Braos, a Apase foi fundada em 1997 em Florianópolis/SC se configurando como possibilidade diferenciada quando a questão envolve a guarda compartilhada dos filhos. Ele diz que a associação defende e difunde a idéia de que “os filhos de pais separados têm direito a serem criados por qualquer um de seus genitores sem discriminação de sexo, e promove a participação efetiva de ambos genitores no desenvolvimento dos filhos”.

 

O FILHO EM PRIMEIRO LUGAR (Página 3)

 

Havendo interesse, Garça pode criar extensão da Apase no município

 

Visitou a redação da Folha de Garça o representante da Apase (Associação de Pais e Mães Separados) de Marília, Edmilson Braos Almeida. A entidade existe há dois meses na cidade e se trata de uma organização não governamental. Segundo Edmilson Braos, a Apase foi fundada em 1997 em Florianópolis/SC se configurando como possibilidade diferenciada quando a questão envolve a guarda compartilhada dos filhos.

Ele diz que a associação defende e difunde a idéia de que “os filhos de pais separados têm direito a serem criados por qualquer um de seus genitores sem discriminação de sexo e promove a participação efetiva de ambos genitores no desenvolvimento dos filhos”. Com base neste pensamento e nas iniciativas de associações brasileiras, a guarda compartilhada já tramita na Câmara dos Deputados.

O próprio Edmilson Almeida vive todas as dificuldades de um pai separado, por isso faz questão de esclarecer o objetivo da Apase em Marília e até na região se ela vier a ser criada em outros municípios. Ajudar os casais a discutirem de maneira coerente a convivência saudável com os filhos após a separação. “Hoje somos obrigados a sermos pais visitantes e o filho precisa de muito mais do que isso”, afirmou.

 

TOMA LÁ, DÁ CÁ

 

Usar filhos como uma espécie de “moeda de troca” tem sido prática comum entre os casais, sendo isso usado pelas mães como uma ferramenta punitiva na não aceitação da separação. É claro, que há pais que também se utilizam disso, no entanto, de acordo com levantamento feito, na grande maioria dos casos, a guarda dos filhos é da mãe. “Dentro da Guarda Compartilhada, a filho ficaria com os dois. Não seríamos meros visitantes de finais de semana”, assinalou Edmilson Braos.

O Direito de Convivência garante ao pai ou a mãe que não tem a guarda do filho, a garantia legal de conviver e participar do desenvolvimento social, educacional e pedagógico da criança. Partindo desse princípio, a Apase luta há alguns anos pela guarda compartilhada legal ou jurídica, autorizada pela Legislação Brasileira desde o Código Civil de 1916. Segundo o Código Civil, a única limitação que a legislação sempre ofereceu ao genitor não guardião, foi a convivência com os filhos, restando a este todos os outros direitos e deveres do poder familiar, como o direito a dirigir a criação e educação, representá-lo até os 16 anos atos da vida civil, e assisti-los após esta idade e os demais direitos e deveres relacionados nos art. 1.634 do novo Código Civil.

 

TRAGÉDIA

 

Para Edmilson Braos, esse relacionamento insustentável entre pai e mãe na briga pelo filho, vira uma tragédia na vida da criança. Segundo mostra o Departamento de Serviços Humanos e Sociais do Governo dos Estados Unidos, informa “mais de um quarto das crianças americanas são filhos de pais separados. Como conseqüência desse corte na convivência familiar, meninas sem pai em suas vidas têm duas vezes e meia mais propensão a engravidarem na adolescência e 53% mais chances de cometerem suicídio. Meninos têm 63% mais chances de fugirem de casa e 37% mais possibilidade de utilizarem drogas. A mesma realidade é sentida no Brasil”.

Há dois meses, desde que os trabalhos da Apase de Marília foram iniciados, o tema tem chamado a atenção de muitos pais separados que passam por situações “limite”, não aceitando a restrição imposta pela Justiça. “Os pais que nos procuram chegam com sede de revide com a ex-mulher, tendo idéias absurdas. Nós temos o papel de moderador. Sabemos que a briga pela convivência deve ser feita na Justiça, mas para isso o casal deve estar estruturado, para que a criança seja colocada em primeiro lugar”, explicou.

 

EM GARÇA

 

Edmilson Almeida disse ainda, que a associação está aberta à possibilidade de que um grupo/representante seja instalado (criado) em Garça, a partir da adesão de pais que se encontram (ou se enquadram) nas situações aqui discorridas. A Apase também está aberta a colaboradores, como juizes, advogados e até mesmo a pessoas que queiram trocar informações dentro deste processo pacificador.

“Toda ajuda será bem-vinda. Queremos montar um grupo como os Alcoólatras Anônimos, por exemplo, para evitar atitudes extremas, como tantas já noticiadas, como suicídios e homicídios. Nosso objetivo é termos junto a Apase, também casais separados estruturados, que possam servir de exemplo”, disse.

Outras informações sobre a Apase e sobre Guarda Compartilhada podem ser obtidas através do site www.apase.org.br ou pelos telefones (14) 422-3529/9703-1219, e-mail edbraos@flash.tv.br. (Outras fontes de informações para este texto: site da Apase e Jornal da Manhã de Marília).

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