Diário de Petrópolis, 17 de outubro de 2004

NÚCLEO DA APASE DARÁ APOIO A PAIS SEPARADOS

A Associação de Pais Separados – APASE-, que tem sede em Florianópolis, está instalando um núcleo em Petrópolis, através de Rogério Cogliatti, que desde 2001 tem a guarda compartilhada do filho graças à orientação da instituição.

APASE começa a instalar seu núcleo em Petrópolis

Pais petropolitanos separados agora podem contar com o apoio da representação Petrópolis da Associação de Pais e mães Separados (APASE), uma organização não governamental, financiada exclusivamente por seus participantes, que tem o objetivo de promover a Guarda Compartilhada, uma forma de amenizar os traumas das crianças após o divórcio dos pais.

A APASE Petrópolis, que foi oficializada em 05/10/2004, é representada por Rogério Cogliatti, que em 2001 buscou na instituição apoio e orientação para conseguir a guarda compartilhada do filho, que , hoje, 3 anos depois é uma criança feliz. “Tenho a guarda compartilhada do meu filho desde 2001 e hoje ele é uma criança saudável, alegre, com ótimo rendimento escolar e facilidade no relacionamento social”, disse.

A representação petropolitana é autorizada pela APASE Brasil, que tem sede em Florianópolis – SC, fundada em 12 de março de 1997 e reconhecida como de Utilidade Pública Municipal em 1998. A APASE é composta por voluntários, sendo assim, qualquer serviço oferecido pela instituição (como o cadastro nos grupos de ajuda mútua) é feito de forma gratuita. As informações estão disponíveis no site  www.apase.org.br , onde os usuários podem encontrar orientação jurídica, psicológica, palestras , além de participar de grupos de discussão e ter acesso a todo tipo de informação pertinente ao assunto.

A instituição defende a idéia de que filhos de pais separados devem ser preservados tendo o direito de serem criados por qualquer um de seus genitores sem discriminação de sexo, além de promover a participação efetiva de pais e mães no desenvolvimento dos filhos. Para atingir tal objetivo, os representantes da APASE procuram conscientizar a sociedade de modo geral, desde aqueles pais ou mães que se vêem impedidos de exercer seus direitos e deveres de cidadãos, até magistrados, detentores do poder transformador social: A Justiça. Para isso, os representantes da instituição utilizam todos os meios de comunicação e informação possíveis, que pode ir desde um bate-papo na esquina, até a distribuição de folhetos e apostilas explicativas aos órgãos públicos que defendem os interesses da criança e de pais e mães responsáveis que buscam exercer seu papel junto aos filhos mesmo após o divórcio.

A APASE luta pela Guarda Compartilhada, única forma de guarda que preserva o direito da criança de ter ambos os genitores presentes em sua vida diária após a separação dos pais, para isso, a associação, juntamente com outras instituições conseguiu que o projeto de Lei nº 6350/2002 do Deputado Federal Tilden Santiago recebesse no dia 19 de agosto, parecer favorável do relator do projeto na Comissão de Seguridade Social, Homero Barreto, que será votado no Congresso Nacional.

Em outros países a Guarda Compartilhada já é uma realidade e pesquisas realizadas pelo Departamento de Serviços Humanos e Sociais dos Estados Unidos comprovam que crianças que têm a guarda compartilhada atingem o mesmo grau de desenvolvimento de crianças de famílias intactas. As pesquisas, avaliadas pelo psicólogo brasileiro Evandro Luiz Silva atestam ainda que crianças que têm Guarda Compartilhada, têm diminuição do estresse, maior produção na escola, melhoria na qualidade de vida, diminuição dos casos de gravidez na adolescência, evasão escolar e suicídio, diminuição do número de crianças e adolescentes com problema emocionais e comportamentais, uso de drogas e prisão de menores. Mais informações no site www.apase.org.br ou pelo telefone 2248-7392 (Rogério Cogliatti ou Renata Cogliatti).

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