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DIVÓRCIO NÃO TRAZ FELICIDADE, DIZ PESQUISA REALIZADA EM 1º DE AGOSTO DE 2002 PELA UNIVERSIDADE DE CHICAGO.

Tradução e adaptação por Euclydes de Souza

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Pesquisadores da Universidade de Chicago e de outras escolas concluíram, em estudo divulgado em primeiro de agosto de 2002, que casais infelizes costumam receber conselhos de todos os lados e se arriscam a oferecer mais um: não se divorciem, fiquem juntos.

Este conselho é baseado no resultado da pesquisa que concluiu que o mesmo número de casais que evitaram o divórcio tornaram-se tão felizes quanto os que se divorciaram após o período de 5 anos da pesquisa.

"Apesar do casamento infeliz, cinco anos mais tarde, após finda a crise, tanto quanto os que se divorciaram, os casais que se mantiveram juntos ainda tiveram a vantagem de não perder a família e nem os filhos".

Entrevistas com um grupo de 5.232 adultos casados, propensos a se separarem, questionados em 1980 e depois, com o mesmo grupo, em 1985, concluíram que aqueles que não se separaram encontraram a felicidade e entenderam que fontes de conflito, como dinheiro, depressão e até mesmo infidelidade, diminuem com o tempo. Outros disseram que conseguiram lidar melhor com o companheiro, algumas vezes com ajuda de parentes ou psicólogos - ou ameaçando o divórcio. Outros, ainda, descobriram modos de ser felizes sozinhos, apesar do casamento medíocre.

Mas aqueles casais entrevistados que se separaram, ficaram submetidos a situações sobre as quais o indivíduo tem pouco controle, como as reações do parceiro e das crianças, assim como a incerteza de uma nova relação, tendo permanecido em grande parte solitários.

"Alguns divórcios são necessários, mas estudos como este, sugerem que os benefícios do divórcio foram superestimados", disse a socióloga Linda Waite, da Universidade de Chicago, autora principal do relatório apresentado numa conferência em Washington.

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