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Amor paterno é importante para o desenvolvimento infantil

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NOVA YORK (Reuters Health) - O amor paterno -- ou a falta dele -- contribui tanto quanto o materno para o desenvolvimento da personalidade e do comportamento da criança, informaram pesquisadores. Em alguns aspectos, afirmam os especialistas, o amor do pai é até mais influente.

"Provavelmente, a conclusão mais importante e surpreendente é que a importância do amor materno pareceu sumir completamente em algumas análises que fizemos", disse Ronald P. Rhoner, da Universidade de Connecticut, um dos autores do estudo. "É notável".

Rohner e Robert A. Veneziano revisaram cerca de 100 estudos norte-americanos e europeus sobre a influência dos pais na psicologia e no comportamento das crianças à medida que elas crescem. O primeiro trabalho data de 1949, e o mais recente foi concluído em 2001.

Na edição atual do Review of General Psychology, os cientistas informaram que o grau de aceitação ou rejeição que uma criança recebe -- e percebe -- do pai parece afetar seu desenvolvimento de forma tão profunda quanto a presença ou a ausência do amor materno.

Rohner e Veneziano observaram que a ausência do amor materno e a do amor paterno estão associadas de modo semelhante à falta de auto-estima, à instabilidade emocional, à introspecção, à depressão e à ansiedade da criança. O risco de surgirem problemas de agressividade, dependência de drogas e álcool, e delinqüência esteve igualmente relacionado à rejeição ou à aceitação da criança por cada um dos pais.

Os especialistas também descobriram que receber amor e carinho do pai ou da mãe teve para a criança um efeito positivo igual sobre a felicidade, o bem-estar, e o sucesso social e o acadêmico, desde o início da infância até a fase de adulto jovem.

A equipe também verificou que, em certas circunstâncias, o amor paterno tem um papel ainda mais importante que o materno. Muitos estudos descobriram que o amor do pai é um fator isolado determinante, quando se trata de crianças com problemas de personalidade, conduta, delinquência ou dependência química. Mais pesquisas são necessárias, no entanto, para explicar essa observação, afirmam os cientistas.

Rohner disse à Reuters Health que não pretende sugerir que o amor da mãe é menos importante que o do pai. Para ele, o trabalho revelou uma tendência cultural norte-americana de reforçar o papel da mãe na criação dos filhos e de deixar de entender e avaliar o papel igualmente fundamental do pai.

"Em certos aspectos, o amor paterno parece ter uma influência particularmente forte", afirmou o pesquisador. "Parece claro que temos que nos afastar da acusação materna, que presume ser a mãe, de alguma forma, completamente responsável por todos os problemas das crianças. Esperamos que essa informação estimule os pais de todo o país a se envolver mais com os filhos". Fonte: Review of General Psychology 2001;5:382-405.

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Fonte:   Reuters Limited / Por Alan Mozes
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