APASE - Associação de Pais e Mães Separados
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Conseqüências da Síndrome de Alienação Parental sobre as crianças e sobre o genitor alienado
Dr. Douglas Darnall.

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  Artigo original em inglês no site:
http://www.vev.ch/en/pas/bw199809.htm
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Os efeitos da Síndrome de Alienação Parental sobre as crianças e sobre o genitor afastado ou alienado podem ser catalogados como uma forma de dano ou abuso psicológico e emocional.

As crianças, ao contrário do genitor afastado, estão totalmente indefesas para ajudar a si mesmas. Só lhes resta esperar que os adultos resolvam o problema para
libertá-los desse pesadelo. Se a intervenção não acontece, a criança fica abandonada e crescerá com pensamentos disfuncionais.

Não é somente questão de que a criança poderia não chegar a estabelecer jamais uma relação positiva com o genitor afastado, mas que seus próprios processos de pensamentos foram interrompidos e coagidos em direção a padrões patológicos.

Como os padrões de maus tratos ou abuso físico são amplamente aceitos; que o padrão de comportamento não pode parar até que a pessoa faça uma escolha consciente; assim constatamos que os padrões de abuso emocional e psicológico passaram de geração para geração.

A terapia com crianças, vítimas de Alienação Parental severa, é freqüentemente impossível enquanto continuam morando no lar do (a) alienador (a) (genitor (a) "lavador (a) de cérebros") (1). "Há um vínculo psicológico de natureza patológica entre as crianças e a mãe ou o pai (o genitor "lavador de cérebros") que não mudará através da terapia contanto que as crianças permaneçam em seu lar" (2).

Tivemos a oportunidade de entrevistar  centenas de crianças depois de que a mudança de ambiente aconteceu, podendo citar o seguinte depoimento de uma criança como uma boa amostra dos outros: "Nunca teria feito esforço para ficar mais tempo com minha mãe se o Juiz não tivesse feito com que isto acontecesse e se você não tivesse sugerido.Agora já o fiz, conheci minha mãe. Ela é uma pessoa muito mais maravilhosa do que eu imaginava, e percebi que eu teria crescido sem tê-la conhecido, e também suas crenças sobre a vida. Foi muito importante, e quero agradecer a você (estende sua mão para apertá-la).   Também aprendi que eu não sei tudo e que devo ser mais precavido, no futuro, com as opiniões absolutas." (Estes comentários foram feitos por um adolescente de 17 anos depois de aproximadamente um ano de reconciliação com sua mãe).

Para os genitores que, literalmente, perderam seus filhos nos casos mais severos da SAP, seus filhos morreram. O genitor chora pela perda de entes queridos. Sem a intervenção dos tribunais o genitor alienado não tem nenhuma oportunidade, mas continua amando seus filhos mesmo a distância. O genitor afastado compara seu pesar ao produzido pela morte de um filho.

A única esperança para o genitor afastado é que um dia, alguém seja capaz de se aproximar de seu filho e explicar-lhe o lado patológico do que aconteceu e que a criança, voluntariamente, comece a reconstruir uma relação com seu genitor perdido.

Lavagem cerebral, programação, manipulação, qualquer termo com o qual queira chamar este processo, é destrutivo para a criança e para o genitor alienado. Nenhum dos dois será capaz de levar uma vida normal e saudável ao menos que o dano seja interrompido.

Estes tipos de comportamento foram já suficientemente protegidos pelo sistema judicial. Não chegou a hora de mudar esta situação?

 

 

1) Richard A. Gardner, M.D., The Parental Alienation Syndrome (New Jersey: Creative Therapeutics, 1992), p. 271.

2) Stanley S. Clawar, Ph.D., C.C.S. and Brynne V. Rivlin, M.S.S., Children Held Hostage: Dealing with Programmed and Brainwashed Children, (American Bar Association). p. 151.

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