O ASSASSINATO DO MENINO BERNARDO BOLDRINI GUARDA PARALELISMO COM O ASSASSINATO DA MENINA ISABELLA NARDONI – DOIS CASOS SINISTROS DE ALIENAÇÃO PARENTAL - GUARDA COMPARTILHADA JÁ!!!

GUARDA COMPARTILHADA JÁ!!! Mais uma vez fica claro que a guarda unilateral, com a sua característica de mando exclusivo e unipotente, leva à prepotência, ao desmando e à perda da percepção da realidade, muitas das vezes de ambos os lados. Como sempre, a corda arrebenta do lado mais fraco: as crianças e adolescentes são os grandes perdedores.

Em entrevista ao jornal ZERO HORA, de Porto Alegre, afirmo que o assassinato do menino Bernardo Boldrini (11 anos) de Três Passos - RS guarda paralelismo com o assassinato da menina Isabella Nardoni (5 anos) de São Paulo – SP.

Nos dois casos os pais decidem descartar as crianças, pois as mesmas tornaram um estorvo ao modelo de vida escolhido, do qual as duas crianças não faziam parte.

Ambos os pais tiveram a frieza para planejar a morte e executar os filhos e nos dois casos contaram com a decisiva participação das novas esposas, madrastas das crianças, caso típico de psicopatia dos dois casais. Cada casal formado por um encontro fatídico de duas mentes doentias.

A Alienação Parental é um fator comum nos dois casos, com os pais insensíveis e se achando donos dos filhos e senhor das suas vidas, podendo inclusive decidir pela morte dos mesmos.

O caso de Três Passos é uma dupla tragédia: tudo leva a crer que quatro anos antes o pai já havia executado a mãe do menino Bernardo com um tiro. Em sua ânsia de poder e mando, preferia viver com um filho que não amava a entregar sua guarda à avó materna, que insistia em ter a criança em sua companhia, mesmo como visita. Assim, a avó é vitimada por duplo drama, a perda da filha e a posterior perda do neto. A família materna foi afastada definitivamente da filha e do menino.

No Caso Nardoni, o pai não queria a convivência com a filha, e a maltratava com frequência, física e psicologicamente, inclusive na presença do meio irmão, filho da nova família paterna. Isabella era apaixonada pelos irmãozinhos paternos e pelo pai que não a queria. Mas também não aceitava que a mesma fosse criada pela mãe.

Assim, a morte de Isabela foi executada friamente pelo pai, como o auxílio da madrasta. Como Nardoni já previa, a morte da Isabella deixa a mãe com a metade da vida extirpada.

A sociedade brasileira vive nova tragédia e fica consternada com mais uma sinistra Alienação Parental em tudo semelhantes.

     

Analdino  Rodrigues Paulino Neto

Presidente Nacional da ONG APASE - Associação de Pais e Mães Separados

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